segunda-feira, 14 de março de 2011

Transplante de órgãos

O trabalho que aqui vou postar, apesar de não fazer parte da disciplina de Biologia e Geologia, acho importante divulgá-lo no blog pois insere-se na temática do mesmo.


1. Noções e Terminologia

Transplantação
Operação cirúrgica pela qual se insere no organismo receptor um tecido obtido do organismo dador.




Transplantação autoplástica: transplantação de tecidos do mesmo organismo, de um lugar a outro.

Transplantação heteroplástica: transplantação de órgãos de um organismo para outro.

Transplantação homoplástica ou homóloga: entre indivíduos da mesma espécie.

Transplantação aloplástica ou heteróloga: entre indivíduos de espécies diferentes.


2. Princípios gerais


3.Avaliação moral

No caso de o dador estar morto, se o dador não manifestou em vida vontade de doar os órgãos, cabe aos parentes decidirem a disponibilidade dos órgãos do cadáver, salvo raras excepções.

Mas, esse direito dos parentes, por questões lógicas, não se deve tornar obstáculo à concretização de um fim muito mais amplo e precioso que é o bem das pessoas vivas.

Alteração da personalidade do receptor
Nas transplantações heteroplásticas, ou seja, nas transplantações de órgão entre indivíduos diferentes, deve-se ter em conta os riscos de alteração da personalidade que pode ocorrer no receptor pelo que a questão se debruça essencialmente sobre as possíveis transplantações dos órgãos genitais ou do cérebro. A ciência ainda não possui dados suficientes sobre esta problemática e por isso, a manutenção da integridade e a identidade da pessoa ao longo da sua vida sobrepõe-se a qualquer vantagem de uma transplantação.

Risco de rejeição
Quando um paciente recebe um órgão existe o risco de rejeição por parte do organismo.
Se o paciente, depois de ter sido informado do risco que implica uma determinada intervenção, aceitar livremente, escolhendo conscientemente realizar a transplantação, posteriormente, não pode nunca condenar eticamente tal intervenção.


Referências:
  • Questões actuais de ética médica, de José Rui da Costa Pinto (Edição de 1984)

Isabel Mendes

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Relatório de observação - Reprodução sexuada nas plantas

Tema/Teoria
Reprodução sexuada nas plantas: Constituição dos frutos e sementes.

Resumo
Os óvulos após a fecundação originam as sementes. As paredes do ovário desenvolvem-se, muitas vezes, em conjunto com outras peças florais formando o pericarpo que envolve as sementes.
O conjunto do pericarpo e da semente ou das sementes constitui o fruto. Quando maduro, o pericarpo pode conter substâncias nutritivas e designa-se por fruto carnudo, ou acaba por desidratar, formando um fruto seco. As estruturas que envolvem as sementes podem facilitar a sua dispersão por áreas por vezes distantes das plantas onde foram originadas. As sementes apresentam variedade de dispersão. Os agentes dispersores podem ser o vento, os animais ou a água.
A disseminação dos frutos e das sementes é essencial na propagação das plantas com flor.
As sementes, após permanecerem num estado de vida latente, em que a actividade vital está reduzida ao mínimo de sobrevivência, entram em germinação, originando novas plantas independentes.

Palavras-Chave
Semente; fruto; reprodução sexuada; plantas; fecundação; pericarpo; tegumento; endosperma; embrião; mesocarpo; endocarpo; epicarpo.


Observações/Resultados






Conclusões

Maçã: Exemplo de um fruto
A maça quanto ao tipo é um fruto carnoso pois apresenta pericarpo suculento e faz parte do subtipo pomo, pois é um fruto composto por 1 ou mais carpelos.
A maça é constituída por pericarpo ( endocarpo, mesocarpo e epicarpo), que envolve as sementes desta.


(clique para ampliar)

Feijão: Exemplo de uma semente
Uma semente é uma pequena planta embrionária fechada numa cobertura denominada tegumento, geralmente com algum alimento armazenado. É o produto do óvulo amadurecido de plantas gimnospérmicas e angiospérmicas, que ocorre após a fertilização e algum crescimento dentro da planta mãe. A formação da semente completa o processo de reprodução em plantas com sementes (começou com o desenvolvimento das flores e a polinização), com o embrião desenvolvido a partir do zigoto e do tegumento dos tegumentos do óvulo.
Uma semente é essencialmente constituída por 3 partes:

  • Embrião
  • Endosperma, uma fonte de nutrientes para o embrião
  • Tegumento, camada que reveste o endosperma e o embrião

Referências
  • http://osseresvivos.blog.terra.com.br/2008/02/24/os-frutos/
  • http://en.wikipedia.org/wiki/Seed
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Fruto

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Relatório de observação: Constituição do Lírio vs. Ciclo Haplodiplonte


Tema/Teoria

Reprodução sexuada nas plantas com flor

Resumo
A continuidade da vida na Terra só é possível porque os seres vivos têm a capacidade de se reproduzir, dando origem a novos descendentes com características idênticas às dos progenitores. Existem dois tipos de reprodução: e assexuada sexuada. Na reprodução sexuada, os novos indivíduos resultam da fusão de duas células reprodutoras, os gâmetas, provenientes, na maioria dos casos, de indivíduos diferentes. Da fecundação do gâmeta feminino pelo gâmeta masculino resulta uma célula diplóide, o ovo ou zigoto, que por mitoses sucessivas e mecanismos de diferenciação celular, originará o novo ser. Neste tipo de reprodução, o descendente herda informações genéticas maternas e paternas, através do gâmeta feminino e masculino respectivamente, e possuirá, portanto, uma mistura única de características. A reprodução sexuada gera variabilidade entre os descendentes, contribuindo, assim, para a evolução das espécies e uma melhor adaptação ao meio ambiente.

Palavras-Chave
Reprodução Sexuada; Gâmetas; Ovo/Zigoto; Carpelo; Estame; Pétalas; Haplodiplóidia

Observações/Resultados
A flor estudada nesta actividade experimental é o Lírio de nome científico Lilium.

Figura 1 - Ciclo de vida de uma flor

Figura 2 - Lírio


Figura 3 – Ampliação (10x) de grãos de pólen.


Figura 4 – Ampliação (40x) de grãos de pólen.


Figura 5 – Ovário cortado transversalmente (ampliação na lupa binocular).


Figura 6 – Ovário cortado longitudinalmente (ampliação na lupa binocular).


Figura 7 – Antera (ampliação na lupa binocular).


Figura 8 – Estigma (ampliação na lupa binocular).


Figura 9 – Estame.


Figura 10 – Carpelo.


Legenda:
  1. Óvulo
  2. Pétalas
  3. Estames
  4. Carpelo
  5. Antera
  6. Filete
  7. Estigma
  8. Estilete
  9. Ovário

Conclusões
O Lírio é uma flor monocotiledónea ou seja, apresenta apenas um cotilédone o que significa que a sua semente não se pode dividir em duas partes iguais. O lírio é hermafrodita pois apresenta órgãos sexuais masculinos e femininos, reproduzindo-se assim sexuadamente.
O lírio possui o carpelo numa posição superior aos estames, sendo a sua reprodução por polinização cruzada, que é feita com ajuda do vento, chuva, aves e insectos que transportam os grãos de pólen para outras plantas da mesma espécie, o que permite uma maior variabilidade genética aos descendentes.
Os grãos de pólen são produzidos nos sacos polínicos que se encontram nas anteras.
Quando ocorre reprodução sexuada há alternância de fases nucleares visto que ocorre fecundação e meiose, tal como em todos os ciclos de vida. No ciclo de vida do lírio há existência de uma fase haplóide e uma fase diplóide. A fase haplóide inicia-se com os esporos e termina com a fecundação, já a fase diplóide inicia-se com o zigoto, possuindo desta forma ambas as fases um desenvolvimento semelhante. No entanto a haplofase é ligeiramente mais desenvolvida. O ciclo do lírio é haplodiplonte visto que a meiose é pré-espórica.




Referências
  • Figura 2 fornecida pelo grupo 4;
  • Amparo Silva, Maria Gramaxo, Almira Baldaia, José Félix. "Terra Universo de Vida", 1ª parte - Biologia. Editora Porto Editora;
  • http://campus.fortunecity.com/yale/757/saco.htm