domingo, 16 de dezembro de 2012

Síndrome de Patau


O síndrome de patau é uma mutação cromossómica autossómica numérica, pelo que provoca uma alteração do cariótipo típico da espécie, apenas em autossomas.

É caracterizada por uma trissomia no cromossoma 13, isto é, a presença de 3 cromatídeos, sendo portanto uma aneuploidia.

A trissomia deve-se à não disjunção dos cromossomas durante a anáfase 1 da meiose, pelo que os gâmetas possuem mais um cromatídeo .

Nome: Síndrome  Bartholin-Patan
              Síndrome da Trissomia D
               Trissomia 13
               Síndrome de Patau
Tipo de mutação: Mutação cromossómica numérica
Cariótipo: 47,XX,+13

Sinais e Sintomas:
•Baixo peso corporal;
•Microcefalia e testa achatada;
•Lábio leporino acompanhado ou não de palato alto;
•Queixo pequeno;
• Defeitos na face e cérebro;
• Orelhas dismórficas de implantação baixa e surdez aparente;
• Pescoço curto;
•Fronte inclinada;
•Útero bicorne;
•Deficiência mental;
•Genitais externos anómalos;
•Distância intermamilar grande;
•Apnéias prolongadas;
•Cardiopatias congênitas, que representam comunicação interventricular e persistência do conduto arterial;
•Atrofia ou ausência das últimas costelas e de vértebras.

!?!
Incidência: 1 caso em 4000 a 10000 nascimentos 
O risco de nascimento de uma criança com trissomia 13 aumenta com a idade da mãe 

Pesquisa realizada por Ana Raquel Faria, Daniela Nogueira e Isabel Mendes




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

AVC


Este trabalho é sobre AVC´s e desenvolvi-o a partir dum artigo que encontrei numa revista, que falava sobre mulheres que tiveram um acidente vascular cerebral aos 30 anos.

Resumo do artigo:
Beatriz sofreu um AVC aos 29 anos. Na altura, tinha um trabalho exigente e estudava ao mesmo tempo (mestrado) e por isso andava nervosa. Durante algum tempo teve dores de cabeça e até dormência num braço, mas associou isso às poucas horas de sono e à agitação. Até que um dia, quando estava em casa, sentiu o braço muito pesado e a sua boca paralisou de um dos lados, sentiu um choque, esticão e desmaiou. A sorte dela foi o pai estar em casa e ter chamado logo o 112. Ela tinha tido um AVC antes dos 30. Mais tarde ela soube as causas do AVC que teve: o stress, a pílula, o tabaco e um historial de família em acidentes vasculares cerebrais.
O AVC que Beatriz sofreu foi hemorrágico e apresentou várias consequências: a sua boca torta dificultava-lhe a fala e ninguém a entendia; dificuldade em movimentar o braço e a perna; grandes perturbações psicológicas – ela queria fazer tudo o que fazia anteriormente, mas isso só provocava nela frustração. Com o passar do tempo ela percebeu que não valia a pena continuar naquela angústia a pensar no que tinha perdido e passou a valorizar todas as suas conquistas, centrando-se no que já tinha.

Notas: Sabe-se que a pílula anticoncepcional aliada ao tabaco aumenta 8 vezes o risco que ter um AVC. Alguns pesquisadores admitem a pílula, o tabaco e a hipertensão como um trio fulminante. 

Um AVC é um Acidente Vascular Cerebral, ou seja, é uma patologia associada a alterações nos vasos do cérebro.
Estas alterações podem ser de 2 tipos: hemorrágicas ou isquémicas.



Um acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando uma parte do cérebro deixa de ser irrigada pelo sangue.

Isto sucede sempre que um coágulo se forma num vaso sanguíneo cerebral ou é transportado para o cérebro depois de se ter formado noutra parte do corpo, interrompendo o fornecimento de sangue a uma região do cérebro. (AVC Isquémico)
Pode, também, resultar da ruptura de uma artéria cerebral e, neste caso, o sangue que dela extravasa vai destruir o tecido cerebral circundante.
Em qualquer dos casos, o tecido cerebral  é destruído e o seu funcionamento afectado. (AVC Hemorrágico).

Quando estas alterações (hemorrágicas ou isquémicas) acontecem, as funções desempenhadas pelo grupo de células que morreu perdem-se e o indivíduo tem aquilo que se chamam sinais neurológicos, ou seja, manifestações da falta dessas mesmas funções. Existem tantas manifestações quantas as funções do cérebro.


Causas do AVC

No caso do AVC isquémico existem 2 causas principais: a trombose e a embolia. A trombose acontece quando uma artéria por qualquer razão vai ficando cada vez mais estreita e acaba por se ocluir (a razão mais frequente é a aterosclerose). A embolia acontece quando algo que circula na corrente sanguínea chega a uma artéria com menor calibre e a oclui (mais frequentemente trata-se de coágulos de sangue que se formam nas artérias fora do cérebro ou no coração). Existem outras causas mas são menos frequentes e não serão discutidas aqui.
No caso do AVC hemorrágico as 2 causas mais importantes são: traumatismo craniano e a existência de alteração das artérias, nomeadamente aneurismas, malformações arterio-venosas, mas mais frequentemente alterações causadas pela existência de hipertensão arterial.

Factores de risco:
•       Idade (acima dos 50-60 anos)
•       Sexo masculino (embora seja mais frequente nos homens, nas mulheres há mais mortalidade)
•       História de AVC na família mais próxima
•       Hipertensão arterial
•       Diabetes
•       Hiperlipidémia (“gorduras no sangue”)
•       Tabagismo
•       Alcoolismo (especialmente no caso do AVC hemorrágico)
•       Anticonceptivos orais (“pílula”)




Como prevenir:
•       Exercício físico regular de intensidade moderada pelo menos 3 vezes por semana
•       Consumo de pequenas quantidades de bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto (só para o AVC isquémico, no caso do hemorrágico devem-se evitar completamente as bebidas alcoólicas)
•       Dieta rica em peixe, cálcio e potássio
•       Controlar os factores de risco acima descritos
•       Seguir os conselhos do seu médico, especialmente no caso de ser hipertenso, diabético ou ter problemas de coração.


O processo de reabilitação pode ser longo, dependendo das características do próprio AVC, da região afetada, da rapidez de atuação para minimizar os riscos e do apoio que o doente tiver.


Rápida atuação
Os sinais de alerta são diminuição súbita da visão num dos olhos, dificuldade em movimentar um dos membros ou metade do corpo, entorpecimento da cara (“boca ao lado”), dificuldade em falar e/ou de compreensão e fortes dores de cabeça.
O AVC é uma situação de emergência na qual se deve recorrer imediatamente ao serviço de urgências após o inicio dos sintomas.


Curiosidades
O Acidente Vascular Cerebral é a principal causa de morte em Portugal: a cada hora, morrem dois portugueses vítimas de AVC.



!?! Em Portugal, o AVC é ainda responsável pelo internamento de mais de 27 000 doentes por ano, morrendo cerca de 15 por cento dos quais durante o internamento.

→ Na Europa, o AVC é também a maior causa de incapacidade a longo prazo: cerca de 50 por cento das pessoas que sobrevivem a um AVC ficam com limitações importantes que comprometem a sua qualidade de vida.



A letalidade intra-hospitalar por AVC tem vindo, de um modo geral, a diminuir entre 2004 e 2009, mas mantém-se ainda acima da meta prevista para 2010 (13,0%).
A letalidade intra-hospitalar por AVC foi, ao longo de todo o período, mais elevada para o sexo feminino do que para o sexo masculino.


Referências bibliográficas
ØHappy woman (março de 2011)
ØWikipédia - Acidente vascular cerebral
Øsersaude.com
Øtv1.rtp.pt



                                                                                                               Por Isabel Rodrigues Mendes





domingo, 3 de abril de 2011

Relatório sobre a Porosidade das Areias

Tema/Teoria:

Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres – Porosidade, Granulometria e Grau de Calibragem

Resumo:

O grau de porosidade depende muito da forma das rochas pelo que como estas são todas de diferentes formas e tamanhos não encaixam perfeitamente formando espaços entre elas a que chamamos poros.
Granosselecção é a selecção e organização de partículas de acordo com o tamanho, a forma e a densidade. Um sedimento considera-se bem calibrado quando os detritos têm, aproximadamente, o mesmo tamanho.
Quanto maior for o grau de calibragem maior é o grau de porosidade

Palavras-chave:

granosselecção, partículas, granulometria, porosidade, densidade, grau de calibragem, areias, rochas sedimentares, permeabilidade.

Observações/Resultados:


Areia Fina

Areia Média

Areia Grossa

Areão

Areão Grosso

Cascalho

Volume da água (ml)

60

75

80

80

70

60

Volume do solo (ml)

180

205

200

200

200

225

Grau de Porosidade (%)

33,33

36,59

40

40

35

26,27


Discussão de resultados:

Finda a actividade encontraram-se erros nos cálculos do grau de porosidade pelo que a Areia Fina deveria ter um grau de porosidade maior que a Areia Média e ambas deveriam ter um grau de porosidade maior que a Areia Grossa e o Areão.
Conclui-se então que o grau de porosidade das rochas de maiores dimensões deve ser menor que o das de menores dimensões pelo que o nº de espaços entre as rochas maiores é menor visto que têm mais locais onde
se podem encaixar
.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Relatório de observação- A Floculação

Tema/Teoria
Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres – Rochas sílticas e rochas argilosas.

Resumo
As rochas sílticas são constituídas por partículas com dimensões compreendidas entre 1/16 e 1/256 mm, enquanto que as rochas argilosas são constituídas por materiais cujas dimensões são inferiores a 1/256 mm, predominando assim os minerais de argila resultantes da meteorização química de vários minerais. Muitas vezes formam-se rochas em que há mistura de siltes e de argila tendo granulometria muito fina.
Inicialmente, as partículas argilosas encontram-se em suspensão na água, de seguida depositam-se e formam depósitos que evoluem para rochas argilosas.
O Cloreto de sódio (NaCl) dissolvido na água, funciona como uma espécie de catalisador que permite a rápida deposição das partículas através de um processo designado floculação.


“A floculação consiste na aglutinação de partículas formadas na coagulação que, por possuírem ainda dimensões reduzidas e baixa densidade, apresentam dificuldade de sedimentação. A floculação pode ser realizada por agitação mecânica, arrefecimento, evaporação ou por adição de eletrólitos de massa molecular elevada, que facilitam a união entre as partículas coaguladas, originando outras de maiores dimensões e mais fáceis de separar da massa líquida, por gravidade.” in Infopédia

Palavras-Chave
Rochas sílticas; Rochas argilosas; Rochas sedimentares; Granulometria; Cloreto de sódio; Partículas; Depósitos; Floculação; Minerais; Meteorização química.  

Observações/ Resultados

Na figura 1 pode-se verificar que no tubo A ocorreu deposição das partículas enquanto que no tubo B as partículas ainda se encontram em suspensão.

Discussão de resultados
Durante a experiência verificou-se a ocorrência de deposição no Tubo A ao contrário do que se verificou no Tubo B, visto que apenas se verificou que as partículas se em suspensão. É possível concluir que o que levou à deposição das partículas foi a presença do cloreto de sódio através da floculação. Esta é um processo que se baseia na formação de flóculos de argila, a formação destes permite a deposição mais rápida em água com NaCl. A força gravítica é um factor importante na deposição dos sedimentos visto que por neutralização dos iões do NaCl formam-se os flóculos com maior massa, desta forma a força exercida sobre eles é maior o que permite que se depositem mais rapidamente. Desta forma , quando um rio chega à foz, e as argilas transportadas se misturam com a água salgada ocorre a floculação sendo desta forma facilitada a deposição dos sedimentos.

Relatório de Observação de Biologia (Floculação)

1.Tema/Teoria
Processos e materiais geológicos importantes em ambientes terrestres – Rochas sílticas e rochas argilosas.

2. Resumo
As rochas sílticas são constituídas por partículas com dimensões compreendidas entre 1/16 e 1/256 mm, enquanto que as rochas argilosas são constituídas por materiais cujas dimensões são inferiores a 1/256 mm. Estas últimas correspondem a cerca de 80% das rochas sedimentares.
Este tipo de rochas sedimentares apresentam granulometria muito fina e muitas vezes são constituídas por uma mistura de siltes e de argilas.
As partículas argilosas inicialmente encontram-se em suspensão na água e depois de se depositarem formam depósitos que evoluem para rochas argilosas.
Na água com a presença de NaCl, este sal funciona como “catalisador” da deposição das partículas através da floculação.
“A floculação consiste na aglutinação de partículas formadas na coagulação que, por possuírem ainda dimensões reduzidas e baixa densidade, apresentam dificuldade de sedimentação. A floculação pode ser realizada por agitação mecânica, arrefecimento, evaporação ou por adição de electrólitos de massa molecular elevada, que facilitam a união entre as partículas coaguladas, originando outras de maiores dimensões e mais fáceis de separar da massa líquida, por gravidade.”

in Infopédia

3. Palavras-Chave

Rochas sílticas * Rochas argilosas * Rochas sedimentares * Granulometria * Cloreto de sódio * Sedimentos * Depósitos * Floculação * Peso. 

4. Observações/ Resultados


Figura 1
Tubo A: 10 ml de água; 0,28 g de NaCl e 1 g de argila
Tubo B: 10 ml de água e 1 g de argila.


Na figura 1 pode-se verificar que no tubo A ocorreu deposição das partículas enquanto que no tubo B as partículas ainda se encontram em suspensão.

5. Discussão de resultados

Verificou-se que ocorreu deposição no Tubo A ao contrário do que aconteceu no tubo B, onde apenas se verificou que as partículas se mantiveram em suspensão. Assim, é possível concluir que o que levou à deposição das partículas foi a presença do cloreto de sódio através da floculação. Este processo faz com que as partículas se unam ao NaCl (formando ligações) e formem flocos maiores, ou seja, com mais massa e portanto com mais peso, o que faz com que se depositem mais rapidamente.
Na ausência do cloreto de sódio, as partículas permanecem desagregadas e mais “leves”, ou seja, possuem menos peso (menor influência da força gravítica) e, portanto, não ocorre deposição ou dificilmente ocorre, o que se pode verificar no ensaio realizado no Tubo B.
Que inferência se pode fazer em relação ao que se passa na foz dos rios, quando as argilas transportadas se misturam com a água salgada? Esta questão é agora facilmente respondida, após a análise dos resultados experimentais. Pode inferir-se que as partículas de argila transportadas dos rios para o mar, passam a estar num domínio de água salgada pelo que ocorre o processo de floculação devido à presença de cloreto de sódio, o que resulta na deposição das partículas e, consequentemente, formação de rochas argilosas.


Referências
  • Amparo Silva, Maria Gramaxo, Almira Baldaria, José Baldaia, José Félix. "Terra Universo de Vida", 2ª parte- Geologia. Editora Porto Editora
  • Infopédia

sexta-feira, 25 de março de 2011

Leão Branco

A extinção e o leão branco

A extinção em biologia e ecologia é o total desaparecimento de espécies, subespécies ou grupos de espécies e momento da extinção é geralmente considerado como sendo a morte do último indivíduo da espécie. Em espécies com reprodução sexuada, a extinção de uma espécie é geralmente inevitável quando há apenas um indivíduo da espécie ou apenas indivíduos de um mesmo sexo.
O leão branco constitui uma rara mutação de cor do leão sul-africano devido a uma particularidade genética chamada leucismo, que é uma alteração genética devido a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros, por este motivo estes possuem a pelagem branca e olhos dourados ou azuis. O leão branco é um animal extremamente raro e encontra-se em vias de extinção por este mesmo motivo.
Os leões brancos são da ordem carnívora e pertencem à família felidae, o peso do macho varia entre 150 a 250 kg e o da fêmea entre 120 e 180 kg, o seu comprimento pode ser em média 274 centímetros e os seus dentes podem medir até 5 centímetros. Estes podem ter uma ninhada de 2 a 6 filhos por ano e o período de gestação é de aproximadamente 4 meses. A vida média destes leões é em média 18 anos, no entanto, muitos leões são mortos para serem estudados por cientistas devido às suas alterações genéticas.

Estes leões podem ser leocisticos (leucismo) ou albinos (albinismo), a grande diferença entre estas duas alterações é que os leões leocisticos não são muito sensíveis à luz, ao contrário dos albinos.
Vivem geralmente em grupo e muitas das vezes matam as crias para não colocarem em risco o seu grupo. Devido à cor muito branca, típica destes felinos, as crias tornam-se um enorme problema para eles, pois não conseguem se camuflar na vegetação.
Só nas últimas décadas se começou a dar importância a estes felinos, mesmo assim, nem toda a gente sabe da existência destas magníficas criaturas.
Está nas mãos de todos impedir que estes animais e outros se tornem extintos. Mas é algo praticamente impossível visto que, a nossa capacidade de destruir a natureza é assombrosa e desumana.

Referências:

  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o_branco


Autor: Ana Rita Abreu

segunda-feira, 14 de março de 2011

Transplante de órgãos

O trabalho que aqui vou postar, apesar de não fazer parte da disciplina de Biologia e Geologia, acho importante divulgá-lo no blog pois insere-se na temática do mesmo.


1. Noções e Terminologia

Transplantação
Operação cirúrgica pela qual se insere no organismo receptor um tecido obtido do organismo dador.




Transplantação autoplástica: transplantação de tecidos do mesmo organismo, de um lugar a outro.

Transplantação heteroplástica: transplantação de órgãos de um organismo para outro.

Transplantação homoplástica ou homóloga: entre indivíduos da mesma espécie.

Transplantação aloplástica ou heteróloga: entre indivíduos de espécies diferentes.


2. Princípios gerais


3.Avaliação moral

No caso de o dador estar morto, se o dador não manifestou em vida vontade de doar os órgãos, cabe aos parentes decidirem a disponibilidade dos órgãos do cadáver, salvo raras excepções.

Mas, esse direito dos parentes, por questões lógicas, não se deve tornar obstáculo à concretização de um fim muito mais amplo e precioso que é o bem das pessoas vivas.

Alteração da personalidade do receptor
Nas transplantações heteroplásticas, ou seja, nas transplantações de órgão entre indivíduos diferentes, deve-se ter em conta os riscos de alteração da personalidade que pode ocorrer no receptor pelo que a questão se debruça essencialmente sobre as possíveis transplantações dos órgãos genitais ou do cérebro. A ciência ainda não possui dados suficientes sobre esta problemática e por isso, a manutenção da integridade e a identidade da pessoa ao longo da sua vida sobrepõe-se a qualquer vantagem de uma transplantação.

Risco de rejeição
Quando um paciente recebe um órgão existe o risco de rejeição por parte do organismo.
Se o paciente, depois de ter sido informado do risco que implica uma determinada intervenção, aceitar livremente, escolhendo conscientemente realizar a transplantação, posteriormente, não pode nunca condenar eticamente tal intervenção.


Referências:
  • Questões actuais de ética médica, de José Rui da Costa Pinto (Edição de 1984)

Isabel Mendes

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Relatório de observação - Reprodução sexuada nas plantas

Tema/Teoria
Reprodução sexuada nas plantas: Constituição dos frutos e sementes.

Resumo
Os óvulos após a fecundação originam as sementes. As paredes do ovário desenvolvem-se, muitas vezes, em conjunto com outras peças florais formando o pericarpo que envolve as sementes.
O conjunto do pericarpo e da semente ou das sementes constitui o fruto. Quando maduro, o pericarpo pode conter substâncias nutritivas e designa-se por fruto carnudo, ou acaba por desidratar, formando um fruto seco. As estruturas que envolvem as sementes podem facilitar a sua dispersão por áreas por vezes distantes das plantas onde foram originadas. As sementes apresentam variedade de dispersão. Os agentes dispersores podem ser o vento, os animais ou a água.
A disseminação dos frutos e das sementes é essencial na propagação das plantas com flor.
As sementes, após permanecerem num estado de vida latente, em que a actividade vital está reduzida ao mínimo de sobrevivência, entram em germinação, originando novas plantas independentes.

Palavras-Chave
Semente; fruto; reprodução sexuada; plantas; fecundação; pericarpo; tegumento; endosperma; embrião; mesocarpo; endocarpo; epicarpo.


Observações/Resultados






Conclusões

Maçã: Exemplo de um fruto
A maça quanto ao tipo é um fruto carnoso pois apresenta pericarpo suculento e faz parte do subtipo pomo, pois é um fruto composto por 1 ou mais carpelos.
A maça é constituída por pericarpo ( endocarpo, mesocarpo e epicarpo), que envolve as sementes desta.


(clique para ampliar)

Feijão: Exemplo de uma semente
Uma semente é uma pequena planta embrionária fechada numa cobertura denominada tegumento, geralmente com algum alimento armazenado. É o produto do óvulo amadurecido de plantas gimnospérmicas e angiospérmicas, que ocorre após a fertilização e algum crescimento dentro da planta mãe. A formação da semente completa o processo de reprodução em plantas com sementes (começou com o desenvolvimento das flores e a polinização), com o embrião desenvolvido a partir do zigoto e do tegumento dos tegumentos do óvulo.
Uma semente é essencialmente constituída por 3 partes:

  • Embrião
  • Endosperma, uma fonte de nutrientes para o embrião
  • Tegumento, camada que reveste o endosperma e o embrião

Referências
  • http://osseresvivos.blog.terra.com.br/2008/02/24/os-frutos/
  • http://en.wikipedia.org/wiki/Seed
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Fruto

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Relatório de observação: Constituição do Lírio vs. Ciclo Haplodiplonte


Tema/Teoria

Reprodução sexuada nas plantas com flor

Resumo
A continuidade da vida na Terra só é possível porque os seres vivos têm a capacidade de se reproduzir, dando origem a novos descendentes com características idênticas às dos progenitores. Existem dois tipos de reprodução: e assexuada sexuada. Na reprodução sexuada, os novos indivíduos resultam da fusão de duas células reprodutoras, os gâmetas, provenientes, na maioria dos casos, de indivíduos diferentes. Da fecundação do gâmeta feminino pelo gâmeta masculino resulta uma célula diplóide, o ovo ou zigoto, que por mitoses sucessivas e mecanismos de diferenciação celular, originará o novo ser. Neste tipo de reprodução, o descendente herda informações genéticas maternas e paternas, através do gâmeta feminino e masculino respectivamente, e possuirá, portanto, uma mistura única de características. A reprodução sexuada gera variabilidade entre os descendentes, contribuindo, assim, para a evolução das espécies e uma melhor adaptação ao meio ambiente.

Palavras-Chave
Reprodução Sexuada; Gâmetas; Ovo/Zigoto; Carpelo; Estame; Pétalas; Haplodiplóidia

Observações/Resultados
A flor estudada nesta actividade experimental é o Lírio de nome científico Lilium.

Figura 1 - Ciclo de vida de uma flor

Figura 2 - Lírio


Figura 3 – Ampliação (10x) de grãos de pólen.


Figura 4 – Ampliação (40x) de grãos de pólen.


Figura 5 – Ovário cortado transversalmente (ampliação na lupa binocular).


Figura 6 – Ovário cortado longitudinalmente (ampliação na lupa binocular).


Figura 7 – Antera (ampliação na lupa binocular).


Figura 8 – Estigma (ampliação na lupa binocular).


Figura 9 – Estame.


Figura 10 – Carpelo.


Legenda:
  1. Óvulo
  2. Pétalas
  3. Estames
  4. Carpelo
  5. Antera
  6. Filete
  7. Estigma
  8. Estilete
  9. Ovário

Conclusões
O Lírio é uma flor monocotiledónea ou seja, apresenta apenas um cotilédone o que significa que a sua semente não se pode dividir em duas partes iguais. O lírio é hermafrodita pois apresenta órgãos sexuais masculinos e femininos, reproduzindo-se assim sexuadamente.
O lírio possui o carpelo numa posição superior aos estames, sendo a sua reprodução por polinização cruzada, que é feita com ajuda do vento, chuva, aves e insectos que transportam os grãos de pólen para outras plantas da mesma espécie, o que permite uma maior variabilidade genética aos descendentes.
Os grãos de pólen são produzidos nos sacos polínicos que se encontram nas anteras.
Quando ocorre reprodução sexuada há alternância de fases nucleares visto que ocorre fecundação e meiose, tal como em todos os ciclos de vida. No ciclo de vida do lírio há existência de uma fase haplóide e uma fase diplóide. A fase haplóide inicia-se com os esporos e termina com a fecundação, já a fase diplóide inicia-se com o zigoto, possuindo desta forma ambas as fases um desenvolvimento semelhante. No entanto a haplofase é ligeiramente mais desenvolvida. O ciclo do lírio é haplodiplonte visto que a meiose é pré-espórica.




Referências
  • Figura 2 fornecida pelo grupo 4;
  • Amparo Silva, Maria Gramaxo, Almira Baldaia, José Félix. "Terra Universo de Vida", 1ª parte - Biologia. Editora Porto Editora;
  • http://campus.fortunecity.com/yale/757/saco.htm


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Relatório de Observação - Reprodução Sexuada e Assexuada nos Seres Vivos

Tema/Teoria:
Reprodução nos seres vivos.

Resumo:
A reprodução é um conjunto de processos pelos quais os seres vivos originam novos indivíduos idênticos a si próprios.
Existem diferentes processos de reprodução: reprodução assexuada em que se formam indivíduos a partir de um só progenitor, sem ocorrer fusão de gâmetas, ou seja, sem fecundação; e reprodução sexuada em que os novos indivíduos são originados a partir de um ovo, célula que resulta da fusão de dois gâmetas.
Cada indivíduo, ao reproduzir-se, garante a continuidade da espécie a que pertence.

Palavras-Chave:
Reprodução Sexuada • Reprodução Assexuada • Gâmetas • Fecundação • Progenitor

Observação de Resultados:
Preparações definitivas:
• Penicilina ou penicillium
Através da observação deste ser vivo no microscópio óptico podemos visualizar que este caracteriza-se por pontos escuros agrupados.

• Hidra ou hydra
Na observação microscópica é possível distinguir claramente os tentáculos deste ser vivo.


• Espirogira ou spyrogyra
Através da observação ao microscópio óptico pudemos observar o tubo de conjugação, o gâmeta dador, o gâmeta receptor e o zigoto.
Observam-se várias etapas.


• Amiba ou amoeba
Na observação microscópica foi possível distinguir o núcleo da célula.




Preparações temporárias:
• Paramécia ou paramecium
Através da observação microscópica de várias preparações temporárias pudemos visualizar vários indivíduos da mesma espécie – paramécias. Estes seres vivos apresentam forma oval e foi possível distinguir a presença de alguns organelos no seu interior. Durante a observação visualizamos paramécias de diferentes tamanhos e assistimos à reprodução sexuada de alguns deste seres, neste caso a conjugação.
(vídeo em obras)

Discussão de resultados:
Preparações definitivas:
• Penicilina ou penicillium
Pertence ao reino Fungi.
A sua estratégia de reprodução assexuada é a esporulação onde ocorre formação de células reprodutoras, os esporos, cada um dos quais pode originar um novo indivíduo.

• Hidra ou hydra
Pertence ao reino Animallia.
A sua estratégia de reprodução assexuada é a gemulação onde ocorre formação de uma ou mais saliências, ou gomos ou gemas que se desenvolvem e separam, originando novos seres.

• Espirogira ou spyrogyra
Pertence ao reino Protista.
Usa a reprodução sexuada: com a participação de outro progenitor efectuando a fecundação; ou assexuada: utilizando a estratégia da fragmentação - onde ocorre separação de fragmentos do corpo, originando cada fragmento um novo indivíduo por regeneração.

• Amiba ou amoeba
Pertence ao reino Protista.
A sua estratégia de reprodução assexuada é a bipartição ocorre divisão de um ser em dois com idênticas dimensões.

Preparações temporárias:
• Paramécia ou paramecium
Pertence ao reino Protista.
As paramécias são seres unicelulares que habitam em água doce e são especialmente frequentes em pequenas poças de água suja. Podem ingerir cerca de 5.000.000 de protozoários em 24 horas.
As paramécias reproduzem-se assexuadamente através da bipartição ou sexuadamente através da conjugação. A bipartição consiste na divisão da célula mãe em duas células filhas. Esta divisão é feita por mitose, de tal modo o material genético das células filhas é igual ao da célula mãe. Este processo faz com que a célula mãe perca a sua individualidade, e faz com que as células filhas não possuam variabilidade genética.
A conjugação ocorre quando as condições ambientais são desfavoráveis em que dois indivíduos de sexos diferentes entram em contacto e formam uma ponte citoplasmática temporária, por meio da qual trocam micronúcleos.

Recursos:
- “Terra, Universo de Vida” - Biologia, 11º Ano, Porto Editora
- Wikipédia
- Infopédia